Santander cancela exposição "cultural" que contém pornografia, pedofilia e zoofilia.


Promovida pelo banco Santander a polêmica exposição "Querrmuseu - Cartografias da Diferença na Arte" no Santander Cultural localizada no Rio Grande do Sul tem causado grande repercussão nas mídias sociais. De um lado grupos e pessoas que acusam o banco Santander de promover a "pedofilia, pornografia, prostituição, zoofilia e intolerância religiosa". Do outro lado artistas criticam a decisão do banco Santander em cancelar a exposição, acusando o banco de violar o direito a "liberdade de expressão" que todos nós temos.

Para quem quiser mais detalhes vou apenas deixar um link da matéria do site Gazeta do Povo. Diversos sites discutem o tema e mostram partes das obras apresentadas na exposição. Não vou divulgar tal conteúdo pois não é objetivo da matéria.

Gazeta do Povo

Com pornografia e zoofilia, exposição cancelada pelo Santander teve visita de crianças.

Também não vou expor minha opinião sobre a mostra cultural, mas sim minha opinião sobre as consequências negativas da repercussão nas mídias sociais.

O banco Santander que é um dos maiores do Brasil e presente em diversos países, e hoje é alvo implacável das acusações na internet. Pelas mídias sociais muitos divulgam que vão deixar de ser cliente do banco e incentivam outros a fazerem o mesmo. Para remediar o que é irremediável, o banco Santander divulgou na sua página do Facebook uma nota sobre a exposição pedindo desculpas a todos que se sentiram ofendidos. Segue a nota abaixo na íntegra:

Santander Cultural

10 de setembro às 14:10

NOTA SOBRE A EXPOSIÇÃO QUEERMUSEU

Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu - Cartografias da diferença na Arte Brasileira. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.

O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão. Sempre fazemos isso sem interferir no conteúdo para preservar a independência dos autores, e essa tem sido a maneira mais eficaz de levar ao público um trabalho inovador e de qualidade.

Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana.

O Santander Cultural não chancela um tipo de arte, mas sim a arte na sua pluralidade, alicerçada no profundo respeito que temos por cada indivíduo. Por essa razão, decidimos encerrar a mostra neste domingo, 10/09. Garantimos, no entanto, que seguimos comprometidos com a promoção do debate sobre diversidade e outros grandes temas contemporâneos.

"Fim da nota".

Segundo a nota o banco Santander reconheceu que "algumas obras... desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas". O banco chegou a essa conclusão apenas após ouvir as manifestações. Parece que o banco estava apoiando algo que não conhecia, investindo e colocando sua marca em algo no mínimo questionável.

Independente de quem está certo ou errado, o banco arca com as consequências. Investir é buscar retorno positivo, mas quando o retorno é negativo se perde tudo que foi gasto e ainda é necessário gastar mais para tentar reverter a situação. O caso fica de exemplo a outras instituições que desejam investir em algo sem ter conhecimento das possíveis repercussões.

Outro escandâlo envolvendo o Santander:

Santander deve pagar R$ 450 mil a analista demitida por polêmica na eleição...


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